Manteiga de amêndoins contra a teoria da evolução

| segunda-feira, 27 de Outubro de 2008

Eu não costumo falar de religião aqui mas de vez em quando tropeçamos em coisas que nada mais fazem do que nos forçar a reagir com um belo dum facepalm perante semelhante estupidez.


Desta vez, é um creacionista que nos vem (des)informar que a teoria da evolução é mentira porque novas formas de vida não se desenvolvem num frasco de manteiga de amêndoim, vejam, e tirem as vossas conclusões:


[youtube video]

Há que adorar os Americanos...

A semântica dos sistemas operativos

| quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

Para quem usa Linux não é raro encontrar fóruns de discussão na net onde os utilizadores discutem qual a denominação "correcta" a dar ao  nosso sistema operativo de eleição. 
Uns (geralmente os mais hardcore) insistem que o Linux é apenas um kernel e que o sistema operativo é o GNU, logo chamam-lhe GNU/Linux, os outros optam por lhe chamar apenas Linux. Eu compreendo os argumentos de ambos os lados, e sim, de facto chamar-lhe GNU/Linux é provavelmente o mais correcto, mas para mim nunca fez grande sentido chamar a um sistema operativo pelo seu kernel mais o conjunto de aplicações base por que ele é composto, afinal de contas não chamamos ao OSX, Darwin/OSX, ou ao Windows, «nomedokerneldowindowsqueeunaosei»/Windows pois não?
Para falar a verdade, não tenho preferência por nenhuma das denominações, regra geral chamo-lhe apenas Linux porque é o que toda a gente lhe chama e francamente nunca ouvi ninguém, nem mesmo pessoas que fazem do Linux profissão, chamar-lhe GNU/Linux, o que me leva a concluir que nenhuma das denominações é "errada".
O nome que damos às coisas é irrelevante, e para demonstrar porquê vou dar um exemplo muito simples: Aqui no Porto o pão de mesa é o chamado pão, ou, quando muito, o molete, mas o pessoal do sul chama-lhe papo seco, no entanto estamos a referir-nos à mesma coisa e quando eu vou ao sul acabo sempre por me entender com o empregado de mesa quando quero comer pão. 
As palavras, e principalmente os nomes, não devem nunca referir-se a objectos, mas sim a ideias, e para mim o Linux representa uma ideia, a ideia de que o futuro do software passa pela partilha de conhecimento através da abertura e transparência do processo de criação. E nas palavras sábias de Medgar Evers
You can kill a man, but you can't kill an idea.